sábado, 14 de abril de 2012

Os jogos do mundial de 2014 se aproximam velozmente, estamos a pouco mais de 2 anos da abertura do evento, o país esta investindo pesado na reforma de estádios e aeroportos porém se esquece de atender direitos fundamentais relativos à vida e à saúde de parte de seus cidadãos. O Jornal da Gazeta trás em mais uma edição uma reportagem mostrando o quanto ainda precisamos fazer para que nosso país esteja apresentável até a data da abertura dos jogos.




sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Jornal Nacional fez uma série de reportagens essa semana, na qual nos dias 12/04 e 13/04 o "JN no Ar" foi até a Bahia e em Itú (SP) para mostrar as calamidades de lixos expostos perto de estradas na Bahia e o exemplo de conscientização em Itú (SP) onde a cidade possui lixeiras mecânicas espalhada por toda a cidade, e toda manhã, lixeiros passam recolhendo esses lixos, não deixando acumular essas lixeiras. 


Dia 12/03 - Bahia é o estado do Nordeste que descarta maior quantidade de lixo de forma errada





Dia 13/04 - Equipe do JN no Ar mostra exemplo positivo de cuidados com o lixo em Itu (SP)




http://g1.globo.com/jornal-nacional/videos/t/jn-no-ar/v/equipe-do-jn-no-ar-mostra-exemplo-positivo-de-cuidados-com-o-lixo-em-itu-sp/1903179/ 
(O vídeo ainda não foi disponibilizado para outros sites além do g1.globo.com)




Referência:
Jornal Nacional
http://g1.globo.com/jornal-nacional/

Tratamento de Água



Tratamento de água ideal seria aquele que fosse um plano que funcionasse, e que toda a sociedade respeitasse! 


Referência (Imagem):
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Agua/saneamento.php

Belo Horizonte: como foi como é e será que será?

Belo Horizonte é uma cidade que foi planejada com tudo pra dar certo, porém com seu crescimento desenfreado devido a migrações e também por ser a capital do estado de Minas Gerais é uma cidade totalmente paradoxal ao que estava inserido no projeto.

No final do século XIX a cidade, para ser moderna, tinha que ser saudável Belo Horizonte preenchia os dois requisitos. E a realidade de hoje é totalmente contraditória, em alguns pontos a cidade expira beleza e conforto assim como no bairro Buritis que se confronta com o Conjunto
Felicidade que aparentemente não agrada a todos e apresenta sérios problemas assim como esgoto a céu aberto. Os rios foram canalizados porque assim era possível aumentar as vias de transporte e loteamentos, além de se eliminar, supostamente, o problema das enchentes, do esgoto e do excesso de lixo, porém esses somente são lembrados ao transbordarem, esse fato acontece também devido a falta de educação populacional que em seus costumes arcaicos continua jogando lixo em vias públicas.

Apesar de todos esses problemas Belo Horizonte está entre as melhores cidades brasileiras em saneamento básico ocupando a 10° posição no ranking segundo pesquisa Intitulada “Gol do saneamento: como atingir a meta da universalização até a Copa 2014” feita pelo instituto Trata Brasil.

BH tem sim problemas de infraestrutura ligados ao saneamento, pois a distribuição do mesmo não é feita de forma igualitária. Com tantas expectativas para a Copa de 2014 a cidade pode talvez não comportar tantos turistas, se cair uma chuva forte o trânsito pode ficar caótico isso se não parar de vez devido a algum alagamento. Mas até lá vamos ver no que vai dar!



Fonte: http://bairrosdebelohorizonte.webnode.com.br/saneamento-/

Em Belo Horizonte, lixo é coisa séria

A Superintendência de Limpeza Urbana é uma autarquia municipal criada pela Lei 2.220 de 27 de agosto de 1973. A Lei nº 9.011, de 1º de janeiro de 2005, vincula a SLU à Secretaria Municipal de Políticas Urbanas (Smurbe).

Apesar de lixo ser visto como sinônimo de problema por poluir o solo, a água, o ar e atrair animais que transmitem doenças, em Belo Horizonte a prefeitura considera que lixo bem tratado é garantia de trabalho e inserção social. Desde 1993, por meio da SLU, a prefeitura se volta para as atividades de reciclagem de todos os materiais: papel, metal, plástico e vidro, ou entulho e resíduos orgânicos.

O Modelo de Festão de Resíduos Sólidos é quem toma as iniciativas, com a finalidade de reduzir a produção do lixo encaminhado ao aterro, levar benefícios sociais à população e diminuir os impactos ambientais negativos. A Lei Orgânica do Município estabelece que o material recolhido da coleta seletiva domiciliar deve ser destinado em primeira instância para os catadores. Os alimentos em condição de consumo são destinados ao Banco de Alimentos e os demais resíduos orgânicos são processados em uma usina de compostagem, e o entulho originado da construção civil é processado e reaproveitado.

É interessante que a população se envolva na coleta seletiva com estratégias de educação ambiental e mobilização social, também é exigência legal. Isso contribui com o exercício da cidadania e reforça a participação social. Com o aumento de atendimento em vilas e favelas, 95% da população é beneficiada pelos serviços de limpeza urbana atualmente.

Focando na política de atuação, vamos citar alguns métodos atribuídos a Superintendência de Limpeza Urbana. Elaborar projetos de limpeza coletiva, executar a limpeza urbana, fiscalizar a eficácia dos serviços contratados, receber ajuda para os recursos destinados ao cumprimento de seus objetivos, elaborar seu plano de trabalho, entre outros.

O que podemos perceber é, que apesar de alguns déficits, no quesito coleta de lixo em Belo Horizonte a Prefeitura, na teoria tem feito a sua parte, se esforçando para que na prática também a aconteça, porém para um melhor aproveitamento dessas ações conscientizadoras e colaboradoras, é necessário que cada cidadão se envolva no projeto e faça o melhor possível para contribuir na melhora diária da pauta em questão.

Fonte:
http://portalpbh.pbh.gov.br

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Abastecimento de água no Nordeste


A água é essencial à todas as formas de vida na Terra, sendo encontrada nos oceanos (97%), aquíferos (1,6%), atmosfera (0,001%), geleiras e calotas polares (2,4%) e rios, lagos e lagoas (0,6%). Porém, menos de 3% de todo volume de água disposto na superfície terrestre é doce e 77% dela está concentrada em geleiras, restando apenas 0,5%, dos 23% que não estão congelados, para o consumo animal e vegetal. 
Mesmo sendo encontrada em pouca quantidade, ocorre grande desperdício da água potável, através das diversas e más utilizações desse recurso, como em atividades agrícolas e industriais. A poluição de rios, lagos e lagoas por indústrias, resíduos hospitalares, agrotóxicos e esgosto doméstico, prejudica diretamente os humanos. Suas águas são utilizadas para consumo doméstico e higiene pessoal e, se contaminadas, podem causar doenças como verminoses, hepatite, leptospirose e esquistossomose.
A distribuição da água doce no Brasil é desigual devido, tanto à distribuição geográfica, quanto à precária gestão da água, principalmento onde a população possui menor poder aquisitivo, estando, aproximadamente, 72% dos mananciais presentes na região amazônica, restando 27% na região Centro-Sul e apenas 1% na região Nordeste do país. De acordo com o Atlas de Saneamento feito pelo IBGE, apenas 2% dos municípios brasileiros (equivalente à 116 municípios), em 2000, não contavam com qualquer serviço de abastecimento de água por rede geral e a maior parte desse municípios está situada nas Regiões Norte e Nordeste.
A região Nordeste é a que mais sofre com a seca que, por sua vez, é agravada pelo comportamento humano, através da ocupação de várzeas e poluição de rios, desperdício de água e desmatamento. Essa região, atingida por tal problema causado pela baixa pluviosidade e dificuldade de absorção do solo, recebe apoio do governo que promove a dessalinização da água dos aquíferos, tornando-a, então, propícia ao consumo humano.
Portanto, o governo, com o intuito de amenizar os efeitos da seca, realiza obras como a construção de barragens e açudes, que retêm águas pluviais e fluviais, para abastecer zonas residenciais, agrícolas e industriais. A escassez de água no Nordeste obteve repercussão internacional, mobilizando a Alemanha que, juntamente ao Brasil, desenvolveu um projeto que visa propor estratégias e tecnologias, como o  reuso de água, manejo e recarga artificial e manejo integrado dos recursos hídricos, para atenuar esse problema.


Referências:

Problemas encontrados nas principais capitais da região Norte.

A grande maioria dos municípios brasileiros possui sérios problemas de esgotamento sanitário, quadro não muito diferente do município de Boa Vista - RR. Muito ainda precisa ser feito para que esta questão seja tratada com responsabilidade, visto que além das sérias questões ambientais vinculadas à falta de tratamento de esgoto, maior causa da degradação da qualidade das águas subterrâneas e superficiais, estão os inúmeros problemas de saúde relacionados à falta de saneamento, responsável pela maioria das internações em postos de saúde e maior causa de mortalidade infantil. Dentre as prioridades de extrema importância numa administração municipal, encontra-se a de se ter um sistema de esgotamento sanitário configurado com rede coletora atendendo 100%das residências, e sistema de tratamento para as águas residuárias domésticas.
Em Manaus - AM apenas 11% das residências possui cobertura de redes de coleta de tratamento de esgoto, sendo 15% gerenciado pela Águas do Amazonas e 15% por operadoras terceirizadas. A maioria das residências possuem sistema alternativo de fossa e sumidouro. Cerca de 20% de todo o esgoto produzido pela população é despejado nos igarapés de Manaus sem nenhum tratamento.

Palafitas em Manaus – AM

Em Rio Branco - AC existe uma grande falta de infraestrutura quando relacionado ao saneamento, principalmente nos bairros formados por invasão os esgotos correm a céu aberto e, nos períodos de chuva, transbordam pelas ruas.  Muitas vezes, os próprios moradores constroem suas fossas sépticas. Mesmo nos conjuntos habitacionais, em que a totalidade de seus conjuntos possui rede coletora de esgoto, não existe o sistema de tratamento. Os dejetos são lançados in natura no Rio Acre e seus afluentes.

                                                       Alagamento no Rio Acre – AC


Quando a pergunta é sobre os principais problemas de Belém, a resposta freqüente é: a falta de saneamento. Dados do Censo 2010 apontam que apenas 37% dos domicílios da cidade possuem rede de esgoto, colocando a capital do Pará entre as 10 piores do país.

                          Falta de saneamento é uma das reclamações mais freqüentes em Belém - PA

O terrível quadro relatado acima não afeta apenas o meio ambiente e as reservas de água potável, segundo o ministério da saúde 80% das doenças são causadas pelo contato com água contaminada. A falta de investimentos em tratamento de esgoto, coleta e tratamento de resíduos orgânicos, desperdício de água, são uma bomba-relógio que custará muito caro para as futuras gerações.
 
Referencias:
 

Santa Catarina já passou por péssimas situações quando o assunto são as redes de esgoto


Mesmo com o auxilio da CASAN (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento - criada em 1970 e constituída em 1971 – cujo objetivo é coordenar e executar, operar e explorar os serviços públicos de esgotos e abastecimento de água potável, bem como realizar obras de saneamento básico), o estado de Santa Catarina passou por etapas complicadas nos anos de 2006, 2007 e 2008. A reportagem Caravana JN, exibida pelo Jornal Nacional em 2006, mostrou que a região sul, principalmente em Santa Catarina, possuía precariedades em suas redes de esgoto.
Os esgotos a céu aberto foram problemas enfrentados pelos catarinenses durante os anos citados. Vale lembrar que, exatamente nesses anos, a situação da Região Sul encontrava-se debilitada, devido as fortes chuvas que ocorreram naquela área. As inundações, os fortes deslizamentos de terra e, consequentemente, a piora no saneamento básico da região, são provenientes de tais chuvas.
Atualmente, cerca de 70% dos danos foram erradicados através de programas do governo catarinense e com um pequeno auxilio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Apesar de não conseguir se reestabelecer completamente dos danos causados, a partir de 2009 o caos foi controlado e a região Sul continuou, junto com a região Sudeste imperando no ranking de regiões que estabelecem a evolução país, seja em qualidade de vida ou em melhorias no saneamento básico. É possível concluir que, após bons rendimentos anuais com relação ao saneamento, tanto Santa Catarina quanto os outros estados do Sul encontram-se em desenvolvimento quando o assunto é saneamento básico, desenvolvimento esse que proporciona benefícios para os cidadãos, uma vez que, com um bom saneamento básico, as condições de saúde e moradia para os cidadãos são melhores.

Referências: 
História da Casan e do Saneamento em Santa Catarina. Casan. Santa Catarina, 2005. Disponível em: http://www.casan.com.br/index.php?sys=3. Acesso em 10 abr. 2012.

Área Urbana privilegiada no Distrito Federal

Os avanços como água canalizada, rede geral de esgoto e coleta de lixo são marcantes nas áreas urbanas do Distrito Federal, onde apresentam altos índices de saneamento básico, desde 1988. Embora as taxas apresentem um nível memorável (acima da média nacional), entre 1998 e 2008 o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) alegou que as mesmas deram início a uma série de retrações.

O acesso ao saneamento básico nas regiões mais afastadas é inferior se comparado aos grandes centros. Esse fato mostra que as áreas rurais e cidades-satélites não receberam com tal eficácia do governo e órgãos responsáveis os mesmos recursos dispostos às áreas urbanizadas. Em 2007, enquanto 95% da população urbana do Distrito Federal gozava de um abastecimento de água adequado, cerca de 83% de pessoas que vivem em regiões rurais tinham o mesmo privilégio. A discrepância pode não ser das maiores, porém deixa claro que o investimento público não seguiu o crescimento na expansão dessas localidades.

É necessário que a diferença entre as áreas urbanas e áreas rurais seja erradicada, pois é notável o maior progresso da região metropolitana quando comparada a região interiorana. O governo tem de apoiar o avanço do Distrito Federal em sua totalidade, fornecendo o essencial para sua população em geral.


Referência

Fotos do córrego localizado na Av. João Paulo I no bairro Alípio de Melo









Solução para falta de Saneamento Básico em Minas Gerais?

Vereadores do estado de Minas Gerais aprovaram um plano de Saneamento Básico, no qual será gasto mais de R$ 1 milhão.

Na decisão da aprovação, 10 (dez) vereadores aceitaram esse plano, porém, 2 (dois) vereadores votaram contra, Itamar Ribeiro e Jorge Ferreira.

Alguns outros vereadores acabaram não concordando com essa ideia, pois eles acreditam que o final desse projeto será o mesmo para que os outros projetos de Saneamento Básico, como o projeto Água Viva, que nada foi feito.

Outro assunto dito nessa contradição do plano foram às enchentes constantes após chuvas, que sempre inundam toda a cidade, porém, em relação a essa situação, nada foi feito.

O plano deverá correr em torno de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais urbanas e drenagens, e limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

O preço total desse plano estabelecido foi de R$ 1.979.156,56, sendo que R$1.880.198,73 foram de empréstimo, e R$98.957,83 de contrapartida da prefeitura.

Agora, deveremos prestar mais atenção para que possamos ver se esse plano estará entrando realmente em funcionamento, ou se ele será mais um plano que garante mais dinheiro aos políticos e menos retorno para a infraestrutura social.

Referência:

O maior interesse!

Desde os tempos primórdios, as pessoas se habituaram, a lançar seus resíduos no solo, redes de águas pluviais e nas vias públicas e obviamente não pagarem por isto. Tornando-se um hábito errante e vicioso, pois embora não haja quem não queira uma cidade mais limpa com águas mais puras, há uma resistência muito grande para a adesão ao sistema público devido ao valor econômico imcrementado que ocorre na conta mensal de água quando se acrescenta o custo do serviço de esgoto. Mas é importante ressaltar que é dever da população fazer o ligamento da rede de esgoto de suas casas ao da rua e também dever dos gestores públicos de fornecerem essa rede de esgoto.


Esta situação ficou muito bem evidenciada na pesquisa “Percepções sobre Saneamento Básico” feita pelo IBOPE e Instituto Trata Brasil em junho de 2009. Foram entrevistadas 1008 pessoas em 67 cidades com mais de 300.000 habitantes. Os resultados mostraram que 31% das pessoas não sabem o que é saneamento básico e 41% não se dispõem a pagar para ter os serviços de esgotamento sanitário. Segundo um ranking de importância dos serviços públicos na percepção dos entrevistados, o fornecimento de água é a primeira necessidade; em segundo lugar vem o acesso à luz e só então vem os serviços relacionados ao esgoto, ganhando apenas para os de telefonia.


Essa postura social faz com que a precariedade dos serviços de esgotos não venha encontrando uma disposição firme dos governos municipais e das populações no sentido de eliminar ou reduzir este grave passivo ambiental. Um fato a ser destacado é que as concessões de sistemas de esgotamento às companhias estaduais são em número insignificante em relação às concessões dos serviços de abastecimento de água. Em Minas Gerais, a COPASA possui cerca de 610 concessões de abastecimento de água e pouco mais de 160 de esgotamento sanitário.
O maior problema de todos é que o desinteresse da população pelos sistemas de saneamento sustenta o comportamento dos gestores públicos que acabam priorizando outros serviços, que muitas vezes não são tão vantajosos. E se queremos ficar com um país mais bonito e saudável aos olhos de gringos, se este é um objetivo do povo brasileiro já passou da hora de nos preocupar! Recurso financeiro é o que não falta!

Fonte: Revista Manuelzão

Lixão Brasil


Os Avanços da Região Sul



O Atlas de Saneamento de 2011, lançado no dia 19 de outubro de 2011 mostra que apesar das diferenças marcantes a respeito do saneamento básico entre as regiões do Brasil, todas elas vêm avançando consideravelmente nesse aspecto, principalmente a região Sul. Estudos feitos comprovam que o potencial de saneamento da região Sul aumentou significativamente com o passar dos anos.  Dentre os aspectos básicos para o bom índice de saneamento básico, a região Sul apresenta grandes avanços a respeito de coleta seletiva, água encanada e esgoto sanitário
Quanto à coleta seletiva, uma comparação feita entre os anos 2000 e 2008  mostrou um aumento dos números de cidades adeptas à ela. As estatísticas do IBGE confirmam que o percentual de municípios cujos serviços são oferecidos atualmente aumentou, passando de 8,2%, no ano 2000, para 17,9%, em 2008. Apesar de ainda ser um valor considerado baixo, é notável o avanço das regiões brasileiras quanto a essa questão. A partir dessa observação, foi possível perceber uma grande discrepância entre as regiões, pois o índice de coleta seletiva nas regiões Sudeste e Sul do Brasil alcançavam um nível acima dos 40%, enquanto as outras regiões não chegavam a 10%.
Em 1992, a região estudada possuía 87,2% de suas residências com água encanada, e em 2007, já havia aumentado para 95,0%. Tendo, em 16 anos, um crescimento percentual de 7,8%. Se o tal crescimento ocorresse em uma proporção direta, em 2012, o aumento seria de 10,2%, e 97,4% das residências da região sul possuiria água encanada.
Quanto ao esgoto sanitário, o mesmo estudo feito em 2008 mostrou que houve também uma melhora estrutural. Em 1992, a região Sul possuía 67,4% de residências que possuíam uma rede de esgoto adequada, enquanto em 2007, o percentual subiu 17,6%, passando para 85,0%. Crescimento também significativo, uma vez que, ao levantar novamente a hipótese proposta sobre a proporção direta dos avanços, é possível perceber que, em 2012, o crescimento seria de 23,1%, logo, o percentual de residências com rede de esgoto adequada seria de 90.5%.
No entanto, a hipótese do avanço proporcional não pode ser comprovada, uma vez que houve abalos em tal região que provavelmente desfavoreceram a estruturação de um bom saneamento básico, como inundações bruscas, vendavais, escorregamentos e chuva de granizo. Ainda assim, a região sul representa um avanço no método de saneamento brasileiro, considerado o 9º pior do mundo.

Referências:
CASTRO, Francisco. O Saneamento Básico e as Habitações dos Brasileiros. Blog do Francisco Castro. São Paulo, out. 2008. Disponível em: http://www.blogdefranciscocastro.blogspot.com.br/2008/10/o-saneamento-bsico-e-as-habitaes-do.html . Acesso em: 11 abr 2012

Saneamento básico e a mortalidade infantil


Em uma visão geral, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS-2009), apenas 44,5% da população brasileira está conectada a uma rede de esgotos e de todo o esgoto coletado somente cerca de 37,9% é tratado. Dentre as regiões do Brasil, o Nordeste é a que possui os mais baixos níveis de disponibilidade de serviço de esgotamento sanitário, com 33,8% do atendimento equivalente a 5,2 milhões de domicílios.
Devido à isso, a mortalidade infantil é igualmente intensa, sendo que, de cada 1000 crianças menores de 5 anos nascidas vivas, residentes em domicílios inadequados, cerca de 67 em média morrem antes de atingir os 5 anos de idade (IBGE, Censo Demográfico 2000). A precariedade do tratamento da água disponível à população é responsável por 88% dos casos de doenças diarréicas, de acordo com uma pesquisa feita em 2010 pela ONU (Organização das Nações Unidas). Ainda segundo essa pesquisa, mais pessoas morrem anualmente por causa da água contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive guerras, e isso devido ao despejo, diário, de cerca de dois milhões de toneladas de resíduos sólidos lançados pelo esgoto de indústrias e do setor agrícola que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de águas.
Porém, segundo a Pnuma (Programa das Nações Unidas Para o Meio Ambiente) a reversão do problema já é impossível, mas existem medidas capazes de amenizar a atual situação. Algumas delas são a reutilização dos dejetos de animais como fertilizante, a reciclagem da água e tratamentos de esgoto. Em março de 2010, o então presidente Luís Inácio Lula da Silva, lançou em seu governo uma segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o qual abrange, dentre outros, o projeto de melhoramento do tratamento da água e sua distribuição à população. No período de 2011 a 2014, o programa disponibilizará cerca de R$ 40 bilhões ao setor de saneamento básico, em que distribuirá cerca de 7.466 empreendimentos em 24 unidades de todo o Brasil. Diferentemente da primeira fase do programa, que possuia verbas mas não projetos, a segunda fase, segundo a coordenadora das ações do PAC 2, Miriam Belchior, será produtiva, uma vez que há mais projetos que recursos.

Referências:

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Saneamento Básico e Saúde Pública




Essa matéria foi realizada para o Programa Fala Cidadão que é veiculado em uma emissora de TV local do Estado da Bahia. Ela denuncia as consequências diretas sofridas pela população, principalmente na saúde de crianças,  causadas pelo descaso das autoridades. Duas crianças de até 5 anos de idade morrem por dia no estado, vítimas de diarreia. 

Região Sudeste


A região Sudeste é considerada a região de melhor desempenho em relação ao Saneamento Básico, tendo em vista que algumas de suas maiores capitais encontram-se nesta região. Porém, ainda existem cidades dentro dessa região que estão em estado de calamidade em relação ao saneamento como, por exemplo, no estado do Espírito Santo as necessidades de melhorias no serviço de esgotamento sanitário ainda são grandes.
O esgotamento sanitário é um dos meios de saneamento básico menos divulgado nos municípios brasileiros.
Como a região Sudeste é a mais desenvolvida nessa questão relacionando saneamento básico, nas outras regiões moradores devem ter um sofrimento bem grande, pois basta, por exemplo, cair uma chuva meio forte em São Paulo que a cidade toda se alaga, mostrando que o esgotamento da cidade não anda em situações satisfatórias, revelando também uma precariedade em relação a coleta de lixo, que apesar de funcionar normalmente, os cidadãos não tem consciência que lixo se deve jogar fora na lixeira e não nas ruas fazendo esses ‘conteúdos adicionais’ nos rios e lagos que as águas do esgoto podem levar.
Em relação à drenagem, a região concentra mais de 80% de seu município com esse sistema garantido em suas casas. Dados lançados pela PNSB 2000 revelam que a frequência das redes de drenagem são maiores e mais relevantes nas áreas mais desenvolvidas.
No estado de Minas Gerais a situação é bem considerável. Em uma pesquisa do IBGE feita no final do ano de 2010 foi constatado que esse estado é o com melhor resultado em relação a esgotamento sanitário e abastecimento de água, sendo esse o mais desenvolvido nas cidades.
No estado do Rio de Janeiro a situação vem melhorando. De acordo com o site G1, estudos feitos em 2009 mostram que apenas 72,14% dos domicílios já possuem coleta de lixo e tratamento de esgoto. Índices positivos apontam que apenas 43% dos domicílios desse estado possuem computadores, porém, apenas 30% possuem acesso a internet, o que facilitaria a todos um conhecimento maior sobre o andamento das obras de grande benefício da sua cidade.
Em 2008, a PNSB indicou que 55,2% dos municípios do Brasil possuíam coleta de lixo regular, e entre esses municípios São Paulo obteve o maior destaque, e somente 1 (um) município de São Paulo não havia um estabelecimento sanitário adequado. Porém, nos casos de chuva, a cidade fica inundada rapidamente, o que prejudica tanto a imagem da cidade, quanto a saúde das pessoas, o que mostra que essa melhoria poderia ter caído, o que leva uma baixa na coleta do estado.
Devemos ter mais consciência do que poderíamos fazer para ajudar na melhoria de nossas cidades, como não jogar lixo no chão, o que poderia ser um belo começo.