Desde os tempos primórdios, as pessoas se habituaram, a lançar seus resíduos no solo, redes de águas pluviais e nas vias públicas e obviamente não pagarem por isto. Tornando-se um hábito errante e vicioso, pois embora não haja quem não queira uma cidade mais limpa com águas mais puras, há uma resistência muito grande para a adesão ao sistema público devido ao valor econômico imcrementado que ocorre na conta mensal de água quando se acrescenta o custo do serviço de esgoto. Mas é importante ressaltar que é dever da população fazer o ligamento da rede de esgoto de suas casas ao da rua e também dever dos gestores públicos de fornecerem essa rede de esgoto.
Esta situação ficou muito bem evidenciada na pesquisa “Percepções sobre Saneamento Básico” feita pelo IBOPE e Instituto Trata Brasil em junho de 2009. Foram entrevistadas 1008 pessoas em 67 cidades com mais de 300.000 habitantes. Os resultados mostraram que 31% das pessoas não sabem o que é saneamento básico e 41% não se dispõem a pagar para ter os serviços de esgotamento sanitário. Segundo um ranking de importância dos serviços públicos na percepção dos entrevistados, o fornecimento de água é a primeira necessidade; em segundo lugar vem o acesso à luz e só então vem os serviços relacionados ao esgoto, ganhando apenas para os de telefonia.
Essa postura social faz com que a precariedade dos serviços de esgotos não venha encontrando uma disposição firme dos governos municipais e das populações no sentido de eliminar ou reduzir este grave passivo ambiental. Um fato a ser destacado é que as concessões de sistemas de esgotamento às companhias estaduais são em número insignificante em relação às concessões dos serviços de abastecimento de água. Em Minas Gerais, a COPASA possui cerca de 610 concessões de abastecimento de água e pouco mais de 160 de esgotamento sanitário.
O maior problema de todos é que o desinteresse da população pelos sistemas de saneamento sustenta o comportamento dos gestores públicos que acabam priorizando outros serviços, que muitas vezes não são tão vantajosos. E se queremos ficar com um país mais bonito e saudável aos olhos de gringos, se este é um objetivo do povo brasileiro já passou da hora de nos preocupar! Recurso financeiro é o que não falta!
Fonte: Revista Manuelzão
O maior problema de todos é que o desinteresse da população pelos sistemas de saneamento sustenta o comportamento dos gestores públicos que acabam priorizando outros serviços, que muitas vezes não são tão vantajosos. E se queremos ficar com um país mais bonito e saudável aos olhos de gringos, se este é um objetivo do povo brasileiro já passou da hora de nos preocupar! Recurso financeiro é o que não falta!
Fonte: Revista Manuelzão
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