A
água é essencial à todas as formas de vida na Terra, sendo encontrada nos
oceanos (97%), aquíferos (1,6%), atmosfera (0,001%), geleiras e calotas polares
(2,4%) e rios, lagos e lagoas (0,6%). Porém, menos de 3% de todo volume de água
disposto na superfície terrestre é doce e 77% dela está concentrada em
geleiras, restando apenas 0,5%, dos 23% que não estão congelados, para o
consumo animal e vegetal.
Mesmo
sendo encontrada em pouca quantidade, ocorre grande desperdício da água
potável, através das diversas e más utilizações desse recurso, como em
atividades agrícolas e industriais. A poluição de rios, lagos e lagoas por
indústrias, resíduos hospitalares, agrotóxicos e esgosto doméstico, prejudica diretamente
os humanos. Suas águas são utilizadas para consumo doméstico e higiene pessoal e,
se contaminadas, podem causar doenças como verminoses, hepatite, leptospirose e
esquistossomose.
A
distribuição da água doce no Brasil é desigual devido, tanto à distribuição
geográfica, quanto à precária gestão da água, principalmento onde a população
possui menor poder aquisitivo, estando, aproximadamente, 72% dos
mananciais presentes na região amazônica, restando 27% na região Centro-Sul e
apenas 1% na região Nordeste do país. De acordo com o Atlas de Saneamento feito
pelo IBGE, apenas 2% dos municípios brasileiros (equivalente à 116 municípios),
em 2000, não contavam com qualquer serviço de abastecimento de água por rede
geral e a maior parte desse municípios está situada nas Regiões Norte e
Nordeste.
A
região Nordeste é a que mais sofre com a seca que, por sua vez, é agravada pelo
comportamento humano, através da ocupação de várzeas e poluição de rios,
desperdício de água e desmatamento. Essa região, atingida por tal problema causado
pela baixa pluviosidade e dificuldade de absorção do solo, recebe apoio do
governo que promove a dessalinização da água dos aquíferos, tornando-a, então,
propícia ao consumo humano.
Portanto,
o governo, com o intuito de amenizar os efeitos da seca, realiza obras como a construção
de barragens e açudes, que retêm águas pluviais e fluviais, para abastecer zonas
residenciais, agrícolas e industriais. A escassez de água no Nordeste obteve repercussão
internacional, mobilizando a Alemanha que, juntamente ao Brasil, desenvolveu um
projeto que visa propor estratégias e tecnologias, como o reuso de água, manejo e recarga artificial e
manejo integrado dos recursos hídricos, para atenuar esse problema.
Referências:
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