quinta-feira, 12 de abril de 2012

Abastecimento de água no Nordeste


A água é essencial à todas as formas de vida na Terra, sendo encontrada nos oceanos (97%), aquíferos (1,6%), atmosfera (0,001%), geleiras e calotas polares (2,4%) e rios, lagos e lagoas (0,6%). Porém, menos de 3% de todo volume de água disposto na superfície terrestre é doce e 77% dela está concentrada em geleiras, restando apenas 0,5%, dos 23% que não estão congelados, para o consumo animal e vegetal. 
Mesmo sendo encontrada em pouca quantidade, ocorre grande desperdício da água potável, através das diversas e más utilizações desse recurso, como em atividades agrícolas e industriais. A poluição de rios, lagos e lagoas por indústrias, resíduos hospitalares, agrotóxicos e esgosto doméstico, prejudica diretamente os humanos. Suas águas são utilizadas para consumo doméstico e higiene pessoal e, se contaminadas, podem causar doenças como verminoses, hepatite, leptospirose e esquistossomose.
A distribuição da água doce no Brasil é desigual devido, tanto à distribuição geográfica, quanto à precária gestão da água, principalmento onde a população possui menor poder aquisitivo, estando, aproximadamente, 72% dos mananciais presentes na região amazônica, restando 27% na região Centro-Sul e apenas 1% na região Nordeste do país. De acordo com o Atlas de Saneamento feito pelo IBGE, apenas 2% dos municípios brasileiros (equivalente à 116 municípios), em 2000, não contavam com qualquer serviço de abastecimento de água por rede geral e a maior parte desse municípios está situada nas Regiões Norte e Nordeste.
A região Nordeste é a que mais sofre com a seca que, por sua vez, é agravada pelo comportamento humano, através da ocupação de várzeas e poluição de rios, desperdício de água e desmatamento. Essa região, atingida por tal problema causado pela baixa pluviosidade e dificuldade de absorção do solo, recebe apoio do governo que promove a dessalinização da água dos aquíferos, tornando-a, então, propícia ao consumo humano.
Portanto, o governo, com o intuito de amenizar os efeitos da seca, realiza obras como a construção de barragens e açudes, que retêm águas pluviais e fluviais, para abastecer zonas residenciais, agrícolas e industriais. A escassez de água no Nordeste obteve repercussão internacional, mobilizando a Alemanha que, juntamente ao Brasil, desenvolveu um projeto que visa propor estratégias e tecnologias, como o  reuso de água, manejo e recarga artificial e manejo integrado dos recursos hídricos, para atenuar esse problema.


Referências:

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