quinta-feira, 12 de abril de 2012

Saneamento básico e a mortalidade infantil


Em uma visão geral, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS-2009), apenas 44,5% da população brasileira está conectada a uma rede de esgotos e de todo o esgoto coletado somente cerca de 37,9% é tratado. Dentre as regiões do Brasil, o Nordeste é a que possui os mais baixos níveis de disponibilidade de serviço de esgotamento sanitário, com 33,8% do atendimento equivalente a 5,2 milhões de domicílios.
Devido à isso, a mortalidade infantil é igualmente intensa, sendo que, de cada 1000 crianças menores de 5 anos nascidas vivas, residentes em domicílios inadequados, cerca de 67 em média morrem antes de atingir os 5 anos de idade (IBGE, Censo Demográfico 2000). A precariedade do tratamento da água disponível à população é responsável por 88% dos casos de doenças diarréicas, de acordo com uma pesquisa feita em 2010 pela ONU (Organização das Nações Unidas). Ainda segundo essa pesquisa, mais pessoas morrem anualmente por causa da água contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive guerras, e isso devido ao despejo, diário, de cerca de dois milhões de toneladas de resíduos sólidos lançados pelo esgoto de indústrias e do setor agrícola que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de águas.
Porém, segundo a Pnuma (Programa das Nações Unidas Para o Meio Ambiente) a reversão do problema já é impossível, mas existem medidas capazes de amenizar a atual situação. Algumas delas são a reutilização dos dejetos de animais como fertilizante, a reciclagem da água e tratamentos de esgoto. Em março de 2010, o então presidente Luís Inácio Lula da Silva, lançou em seu governo uma segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o qual abrange, dentre outros, o projeto de melhoramento do tratamento da água e sua distribuição à população. No período de 2011 a 2014, o programa disponibilizará cerca de R$ 40 bilhões ao setor de saneamento básico, em que distribuirá cerca de 7.466 empreendimentos em 24 unidades de todo o Brasil. Diferentemente da primeira fase do programa, que possuia verbas mas não projetos, a segunda fase, segundo a coordenadora das ações do PAC 2, Miriam Belchior, será produtiva, uma vez que há mais projetos que recursos.

Referências:

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