terça-feira, 10 de abril de 2012

Campo Grande, avanço ou atraso?

Foi realizado em junho do ano de 2011 o 2° Workshop Regulação Municipal em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Com o objetivo de formar discussões a respeito do saneamento básico no país, o evento contou com a presença do professor da Fundação Getúlio Vargas e também consultor em saneamento, Gesner Oliveira. Durante sua palestra, Oliveira exaltou o saneamento básico na capital, afirmando que 63% da população campo-grandense conta com coleta e tratamento de esgoto, o que supera a média nacional.

Informações como essas são animadoras e mostram resultados de boas gestões. Porém, segundo o Jornal Correio do Estado, apesar do crescente avanço, ainda é insatisfatório o número da população que possui rede coletora. Como consequência dessa adesão insuficiente, as pessoas que vivem em situação precária de higiene, muitas vezes sem acesso sequer a um banheiro, estão mais propensas às doenças infectocontagiosas, como, por exemplo, a diarreia. Só no ano de 2010, Campo Grande contabilizou 27 mortes por essa enfermidade, dessas, cinco eram bebês menores de 1 ano, por conta da baixa resistência do sistema imunológico nessa fase da vida. Um dado alarmante que deixa claro a precisão de mais investimentos públicos eficientes e abrangentes nessa área.

Enquanto as autoridades não apresentam projetos eficazes para a camada menos favorecida, a população sofre. “Não é a condição que escolhemos para nossa família. Infelizmente é a condição que nos foi imposta.”, lamenta uma dona de casa moradora da comunidade Cidade de Deus, no Bairro Dom Antônio de Barbosa, visitada pela equipe de reportagem do Jornal.

Referências

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