quinta-feira, 12 de abril de 2012

Problemas encontrados nas principais capitais da região Norte.

A grande maioria dos municípios brasileiros possui sérios problemas de esgotamento sanitário, quadro não muito diferente do município de Boa Vista - RR. Muito ainda precisa ser feito para que esta questão seja tratada com responsabilidade, visto que além das sérias questões ambientais vinculadas à falta de tratamento de esgoto, maior causa da degradação da qualidade das águas subterrâneas e superficiais, estão os inúmeros problemas de saúde relacionados à falta de saneamento, responsável pela maioria das internações em postos de saúde e maior causa de mortalidade infantil. Dentre as prioridades de extrema importância numa administração municipal, encontra-se a de se ter um sistema de esgotamento sanitário configurado com rede coletora atendendo 100%das residências, e sistema de tratamento para as águas residuárias domésticas.
Em Manaus - AM apenas 11% das residências possui cobertura de redes de coleta de tratamento de esgoto, sendo 15% gerenciado pela Águas do Amazonas e 15% por operadoras terceirizadas. A maioria das residências possuem sistema alternativo de fossa e sumidouro. Cerca de 20% de todo o esgoto produzido pela população é despejado nos igarapés de Manaus sem nenhum tratamento.

Palafitas em Manaus – AM

Em Rio Branco - AC existe uma grande falta de infraestrutura quando relacionado ao saneamento, principalmente nos bairros formados por invasão os esgotos correm a céu aberto e, nos períodos de chuva, transbordam pelas ruas.  Muitas vezes, os próprios moradores constroem suas fossas sépticas. Mesmo nos conjuntos habitacionais, em que a totalidade de seus conjuntos possui rede coletora de esgoto, não existe o sistema de tratamento. Os dejetos são lançados in natura no Rio Acre e seus afluentes.

                                                       Alagamento no Rio Acre – AC


Quando a pergunta é sobre os principais problemas de Belém, a resposta freqüente é: a falta de saneamento. Dados do Censo 2010 apontam que apenas 37% dos domicílios da cidade possuem rede de esgoto, colocando a capital do Pará entre as 10 piores do país.

                          Falta de saneamento é uma das reclamações mais freqüentes em Belém - PA

O terrível quadro relatado acima não afeta apenas o meio ambiente e as reservas de água potável, segundo o ministério da saúde 80% das doenças são causadas pelo contato com água contaminada. A falta de investimentos em tratamento de esgoto, coleta e tratamento de resíduos orgânicos, desperdício de água, são uma bomba-relógio que custará muito caro para as futuras gerações.
 
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